Abade anuncia medidas para reforçar o combate a queimadas em Barão de Cocais

Governo Municipal assina termo de fomento com grupo de resgate e propõe a criação da primeira brigada municipal de combate a incêndios florestais

O prefeito Geraldo Abade assinou, nesta quarta-feira (2/9), termo de fomento com o Grupo de Resgate Voluntário de Emergência (GRVE) para reforçar as ações de combate às queimadas em Barão de Cocais. A parceria inclui o repasse de R$ 240 mil à entidade, recurso viabilizado por meio de emenda do vereador Gláucio Magela. Durante a agenda, o chefe do Executivo também anunciou o envio à Câmara de projeto de lei que cria a primeira brigada municipal de combate a incêndios.

O montante destinado ao GRVE será aplicado na manutenção das equipes, aquisição de insumos, fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI), manutenção dos veículos e realização de campanhas educativas. Fundado em 2009, o GRVE tem atuação consolidada na região, sendo um apoio importante aos serviços de urgência e emergência.

A assinatura do termo ocorreu em solenidade na sede da entidade, no bairro Vila Regina, e contou com a presença de secretários municipais, vereadores e integrantes do GRVE. Dividido em duas parcelas, o repasse de R$ 240 mil fortalece a estrutura do grupo, que criou recentemente um braço de combate a incêndios florestais, o Grupo de Resposta a Emergências Vegetal e Ambiental (GRVEA). A equipe do GRVEA é composta por seis brigadistas, sob a coordenação do fundador e presidente da instituição, Uelinton Silva.

Brigada Municipal

No mesmo ato, o prefeito Geraldo Abade assinou o Projeto de Lei nº 45/2026, de autoria do Executivo Municipal. Encaminhada para apreciação e votação na Câmara de Vereadores, a matéria institui a Brigada Municipal de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais de Barão de Cocais.

A proposta ataca uma fragilidade antiga do município, que enfrentou um aumento expressivo nos focos de incêndio em anos anteriores. Em setembro de 2024, a gravidade do cenário e o volume de queimadas levaram a Prefeitura a decretar situação de emergência e calamidade pública (Decreto nº 338/2024).

O texto cria uma estrutura com até 20 servidores municipais, direcionada para atuar nos períodos críticos de estiagem, entre os meses de junho e novembro. A seleção ocorrerá por processo seletivo interno, condicionado a exames de saúde e testes de aptidão física. Os servidores designados receberão uma gratificação mensal de R$ 800,00. O projeto prevê ainda o fornecimento de uniformes, equipamentos de proteção, veículos de apoio, caminhões-pipa e a contratação de seguro de vida.

“Estruturar uma equipe própria e preparada para enfrentar as queimadas é uma dívida histórica. Não podemos assistir passivamente à destruição das nossas serras, matas e nascentes a cada período de seca”, afirmou o prefeito.

A capacitação e o treinamento dos brigadistas serão executados em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. A coordenação das atividades ficará a cargo da Defesa Civil Municipal, de forma integrada com as secretarias de Meio Ambiente e de Segurança Pública, contando também com o suporte do GRVE.

O Executivo solicitou ao Poder Legislativo a tramitação da matéria em regime de urgência, para instituir a brigada ainda neste semestre. “A criação da Brigada Municipal reforça a capacidade de resposta imediata, preserva o patrimônio público e privado e demonstra o respeito da nossa gestão com o presente e o futuro da nossa cidade”, pontuou Geraldo Abade.

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