O Cemitério Histórico de João Monlevade, espaço preservado pela ArcelorMittal, estará aberto à visitação da comunidade no dia 2 de novembro, Dia de Finados, das 8h às 16h.
Construído por volta de 1820, o cemitério foi criado para sepultar pessoas escravizadas que trabalhavam na Forja Catalã, estrutura utilizada na produção de ferro, e no Solar de Monlevade, residência do pioneiro francês Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade.
Entre as pessoas sepultadas, que estão identificadas, estão o próprio pioneiro francês Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade, que morreu em 1872 e manifestou o desejo de ser enterrado no local, e Senhorinha da Silva, dama de companhia de Dona Clara de Souza Coutinho, esposa de Monlevade, sepultada junto ao marido.
O cemitério também abriga os túmulos do engenheiro especialista na produção de aço luxemburguês Louis Jacques Ensch e de sua esposa, Maria Coutinho Ensch. Ensch foi responsável pela implantação da nova usina nas terras que pertenceram a Jean Monlevade, em 1935, e coordenou a construção das vilas operárias que deram origem à cidade.
Também estão sepultados no local o engenheiro alemão Ervin Krueger, que atuava como chefe das instalações elétricas da Unidade Monlevade, além de Orozimbo Bemvindo Brasileiro e José Alvim, falecidos em 1942 durante episódios locais no período da Segunda Guerra Mundial.









