A região do Médio Piracicaba dá um passo importante para ampliar a integração entre municípios, instituições e sociedade na prevenção e no enfrentamento de eventos climáticos extremos. Nesta quinta-feira (24), a partir das 8h30, a Câmara Municipal de João Monlevade recebe o “I Fórum Permanente do Médio Piracicaba Contra Desastres”. A iniciativa que reúne poder público, órgãos de segurança, instituições ambientais, especialistas e representantes da sociedade civil.
Promovido pela Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), em parceria com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba (CBH Piracicaba), a Cáritas Diocesana e o Instituto Águas Para os Rios (Iapori), o Fórum nasce com uma proposta permanente: preparar a região para os impactos provocados por eventos climáticos extremos e fortalecer a capacidade dos municípios de prevenir, responder e se recuperar diante de situações de emergência e desastre.
Segundo a Amepi, a iniciativa ocorre em um cenário de crescente preocupação com as mudanças climáticas e com a possibilidade de ocorrência de eventos extremos associados ao Super El Niño 2026. Para o Médio Piracicaba, a discussão ganha importância adicional diante das características ambientais e urbanas da região, que incluem áreas sujeitas a enchentes e inundações, incêndios florestais, estiagens e outros riscos. “Este Fórum nasce de uma necessidade concreta da nossa região, que é estarmos preparados para prevenir e enfrentar os eventos extremos que já fazem parte da nossa realidade. O Médio Piracicaba tem municípios que convivem com diferentes situações de risco, e não podemos esperar que um desastre aconteça para depois buscar soluções. Queremos contribuir para construir uma agenda regional permanente de prevenção, fortalecendo nossas Defesas Civis, compartilhando experiências e preparando a região para responder de forma cada vez mais rápida e eficiente aos desafios climáticos”, afirma o prefeito de Rio Piracicaba e presidente da Amepi, Augusto Henrique (Cidadania).
Defesa Civil Estadual presente
Um dos destaques da programação será a participação da Defesa Civil Estadual, com abordagem sobre a atuação, a estruturação e a evolução da Defesa Civil e sobre a coordenação de ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação em situações de desastre. Entre os participantes estará o Capitão Jakson Avelino, integrante da diretoria de Relações Institucionais da Defesa Civil Estadual e uma das referências da Defesa Civil de Minas Gerais na área de gestão e prevenção de desastres. Ele possui experiência na coordenação de ações de prevenção e resposta e na capacitação de agentes municipais e sua presença reforça o caráter técnico e regional do Fórum, aproximando os municípios do Médio Piracicaba das estratégias adotadas pelo Estado para preparação diante de períodos críticos.
Integração regional como estratégia
Para a Amepi, a prevenção de desastres exige atuação integrada. Chuvas intensas, enchentes, incêndios, estiagens e outros eventos não respeitam limites administrativos e podem produzir impactos simultâneos em diferentes municípios. Por isso, o Fórum propõe a construção de uma agenda permanente de cooperação, reunindo conhecimento científico, experiência dos municípios, órgãos públicos, forças de segurança, instituições ambientais e participação comunitária.
A programação inclui painéis sobre mudanças climáticas, Super El Niño, impactos nos ecossistemas, Defesa Civil, saúde pública, legislação, fiscalização, prevenção, tecnologias de monitoramento, alertas de cheias, incêndios florestais, brigadas e atendimento a emergências.
Também serão apresentados estudos de caso de municípios da região, permitindo compartilhar experiências e discutir mudanças adotadas na gestão pública após a ocorrência de eventos extremos.
Protocolos regionais
Entre os resultados esperados está o fortalecimento da cooperação entre as instituições e a construção de protocolos regionais de prevenção e resposta, além da formação e capacitação de brigadas comunitárias voluntárias e da criação de um calendário anual de ações conjuntas. Ao fim do encontro, a proposta é elaborar um documento com recomendações, propostas práticas e compromissos assumidos pelos participantes, além da criação de um Grupo de Trabalho (GT) interinstitucional para dar continuidade às discussões. A previsão é que o grupo avance, nos 30 dias seguintes ao Fórum, na construção de uma proposta que será posteriormente debatida para implementação.







