A presidente da Associação Monlevadense de Afrodescendentes (Amad) e do Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Alexsandra Mara Felipe Fernandes, utilizou a tribuna popular da Câmara de João Monlevade para destacar o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, e agradecer aos vereadores que votaram a favor do projeto de lei que reserva 30% das vagas em concursos públicos e processos seletivos da Prefeitura, Câmara Municipal, DAE e fundações públicas para negros, pardos, indígenas e quilombolas.
Ela também demonstrou indignação com o voto contrário ao projeto.
“Cota não é privilégio. Cotas são ferramentas de sobrevivência, mecanismos de justiça, chance de vida real. Elas abrem portas, mas quem atravessa é quem estudou. Reduzem a distância, mas não carregam ninguém nas costas. Equilibram as oportunidades, mas não entregam diploma. E qualquer um que vote contra isso está votando contra nós, contra a memória dos nossos, contra as possibilidades de justiça social neste país”, afirmou.
Durante a reunião, o vereador Fernando Linhares ressaltou a importância do respeito às divergências, mas declarou apoio às cotas raciais.
“Muitas vezes não existe certo ou errado, mas pontos de vista diferentes. Por isso é preciso respeitar todas as opiniões. Eu apoio a cota racial e destaco que o Brasil é um dos países com maior miscigenação”, disse.
Já o vereador Sidney Barnabé (PL) justificou seu voto contrário, afirmando que considera mais relevante adotar critérios socioeconômicos para políticas de reserva de vagas.
“Branco que é pobre também tem direito à cota na universidade. Por que não?”, questionou.







