Uma mulher vítima de violência doméstica obteve na Justiça o afastamento do trabalho como medida de proteção após sofrer ameaças e perseguição do ex-companheiro em uma cidade da região sob responsabilidade da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente, em João Monlevade.
O caso ocorreu em 5 de setembro de 2026 e mobilizou a Radiopatrulha de Proteção à Mulher (RpPM).
Segundo informações da Polícia Militar, o ex-companheiro teria invadido a residência da mulher armado com uma faca. No imóvel, ele entrou em luta corporal com o atual companheiro da vítima e provocou um ferimento superficial na região abdominal dele com a arma branca.
Após a invasão, o suspeito teria ido até o local de trabalho da mulher, dando continuidade à perseguição e aumentando o risco à integridade física e à vida dela.
Atuação da Radiopatrulha de Proteção à Mulher
Diante da gravidade da situação, a Radiopatrulha de Proteção à Mulher acompanhou o caso e formalizou uma notícia junto ao Ministério Público, apresentando informações para subsidiar as providências judiciais.
A atuação contribuiu para que a vítima obtivesse judicialmente o afastamento do trabalho como medida de proteção. Ela também foi encaminhada para um local seguro, cujo endereço não foi divulgado para preservar sua segurança e identidade.
A medida de afastamento encontra respaldo no artigo 9º, parágrafo 2º, inciso II, da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que prevê a manutenção do vínculo trabalhista da mulher em situação de violência doméstica e familiar quando o afastamento do local de trabalho for necessário para preservar sua integridade física e psicológica.
Mandado de prisão preventiva
Como desdobramento das medidas adotadas, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o ex-companheiro em menos de 24 horas, conforme as informações divulgadas pela Polícia Militar.
Até a divulgação do caso, o homem permanecia foragido e poderia ser preso a qualquer momento.
A Polícia Militar destaca a importância da atuação integrada entre a Radiopatrulha de Proteção à Mulher, o Ministério Público e o Poder Judiciário para garantir proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
A polícia orienta que mulheres que sofrem violência doméstica podem procurar a Polícia Militar pelo telefone 190 em situações de emergência. O Ligue 180 também oferece atendimento e orientações sobre os direitos das mulheres e os serviços de apoio disponíveis.








