A Fundação Ezequiel Dias (Funed) deixará de produzir as vacinas ACWY e contra meningite C a partir de fevereiro de 2026. A decisão foi anunciada pelo governo de Minas Gerais, que justificou o encerramento alegando inviabilidade na manutenção do contrato com um laboratório belga responsável pela transferência de tecnologia.
De acordo com o Estado, seriam necessários cerca de R$ 2 bilhões para a construção de uma nova fábrica e R$ 1 bilhão adicional para a produção da proteína usada na vacina ACWY. Os valores foram considerados altos pelo governo, mas, segundo o servidor da Funed Érico Colen, a fundação teria condições de arcar com o investimento utilizando recursos próprios.
O presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais, Rilke Novato, criticou a decisão e acusou o governo de tentar privatizar a Funed. Ele também denunciou a retirada da fundação de uma parceria com a UFMG, que, segundo ele, teria beneficiado um laboratório privado.
Já o diretor de Planejamento e Finanças da Funed, Dimitri de Souza, negou qualquer tentativa de privatização. Segundo ele, o objetivo é tornar a fundação mais sustentável financeiramente.
O deputado estadual Lucas Lasmar (Rede) também criticou a gestão do presidente da Funed, Felipe Atiê, e anunciou que pretende convocá-lo à Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos. Lasmar destacou que o contrato das vacinas representa mais de 70% da receita da Funed, e que o encerramento pode comprometer a viabilidade da instituição.







