O Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, reforça o alerta global sobre uma das principais questões de saúde pública da atualidade. A data, promovida com apoio da Organização Mundial da Saúde, mobiliza governos, instituições e a sociedade para ampliar o debate sobre prevenção, tratamento e combate ao preconceito.
Em um planeta com mais de 8 bilhões de habitantes, a campanha destaca que são “8 bilhões de razões para agir” — 8 bilhões de vidas que merecem acesso à informação, cuidado e tratamento adequado.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como doença crônica, a obesidade é uma condição complexa e multifatorial, que exige acompanhamento contínuo e abordagem multiprofissional. Além das possíveis complicações clínicas, milhões de pessoas ainda enfrentam estigmatização, discriminação e barreiras no acesso ao tratamento.
No Brasil, entidades científicas como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) defendem que o enfrentamento da obesidade deve ser tratado como prioridade de saúde pública, com políticas estruturadas, orçamento definido e ampliação do acesso ao cuidado no Sistema Único de Saúde.
Para Inara Silva, coordenadora do Departamento de Voz da Abeso, o 4 de março representa um chamado à responsabilidade coletiva. Segundo ela, é fundamental reforçar que a obesidade não é falha de caráter, mas uma doença que requer tratamento humanizado, acesso a medicamentos e acompanhamento multiprofissional no SUS.
Inara também ressalta a necessidade de combater a gordofobia e transformar a forma como a sociedade enxerga a pessoa com obesidade. “Precisamos sair do julgamento e construir políticas públicas reais. Cuidar é um dever do Estado e um compromisso da sociedade”, defende.
Neste Dia Mundial da Obesidade, a mensagem central é clara: enfrentar a doença exige informação, empatia e ação concreta. Porque saúde é direito. E respeito não é opcional.







