A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou, nesta terça-feira (17), a primeira edição de 2026 do boletim InfoTarifas, indicando um efeito médio de aumento de 8% nas tarifas de energia elétrica no Brasil. O índice supera as projeções de inflação para o período, estimadas em 3,1% pelo IGP-M e 3,9% pelo IPCA.
De acordo com a agência, o principal fator para a elevação é o custo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), ainda em caráter provisório e em fase de Consulta Pública (CP nº 44/2025). A proposta apresentada soma R$ 52,7 bilhões, sendo R$ 47,8 bilhões destinados à CDE-Uso — valor 15,4% superior ao registrado no ano anterior.
Apesar da perspectiva de alta nas tarifas, a Aneel prevê medidas para amenizar os impactos em determinadas regiões. Recursos provenientes do Uso do Bem Público (UBP) serão destinados à modicidade tarifária em áreas atendidas pela Sudam e Sudene. Com isso, consumidores de 21 distribuidoras poderão ter descontos nas contas de luz, em função da repactuação de obrigações de pagamento por parte de geradoras, conforme previsto nas Leis 15.235/2025 e 15.269/2025.
Caso todos os geradores elegíveis adiram à proposta, cerca de R$ 7,9 bilhões poderão ser revertidos em uma redução média de 10,6% nas tarifas para consumidores residenciais dessas regiões. O impacto pode resultar em uma diminuição de até 2,9% no efeito médio nacional. A definição sobre o rateio entre as distribuidoras ainda está em análise final pela Aneel.
O boletim também traz o histórico da tarifa média residencial, dados do chamado “subsidiômetro”, informações sobre as bandeiras tarifárias recentes e um balanço dos principais fatos tarifários dos últimos três meses.
Lançado em abril de 2025, o InfoTarifas tem publicação trimestral e apresenta estimativas de variação anual, além de detalhar a evolução dos componentes das tarifas e os fatores que influenciam os cálculos realizados pela agência reguladora.
Fonte: Eneel







