O vereador Bruno Nepomuceno Braga, Bruno Cabeção, encaminhou nesta quinta-feira (24) uma manifestação ao Ministério Público de Minas Gerais solicitando a apuração da falta de lancetas utilizadas para aferição de glicemia na rede pública de saúde de João Monlevade.
A iniciativa ocorreu após o gabinete do parlamentar buscar informações junto ao setor responsável pela distribuição dos insumos. Segundo os dados repassados ao vereador, as lancetas estão em falta há aproximadamente 60 dias e não há estoque disponível para distribuição regular aos pacientes que dependem do material para realizar o controle da glicemia.
Conforme informado ao gabinete, o Município encaminhou à empresa responsável pelo fornecimento, a Cofarminas, um pedido para restabelecimento da entrega no dia 4 de setembro. O contrato prevê prazo de até 30 dias para o fornecimento, o que faria com que o prazo terminasse em 4 de outubro.
Questionado sobre as causas do desabastecimento, o responsável pelo setor informou que não havia uma razão específica apontada para a falta das lancetas, mencionando diferentes fatores relacionados à situação.
Diante do cenário, Bruno Cabeção decidiu encaminhar a questão ao Ministério Público para que o caso seja acompanhado e apurado. O objetivo é esclarecer as causas da falta do material, verificar as providências adotadas pelo Município e pela empresa fornecedora e buscar medidas que garantam o atendimento aos pacientes.
As lancetas são utilizadas na punção digital para a medição da glicemia e são importantes para o acompanhamento de pessoas com diabetes. A ausência do insumo pode dificultar o controle da glicose, especialmente para pacientes que precisam realizar medições frequentes.
O gabinete também realizou uma pesquisa preliminar em farmácias de João Monlevade e identificou preço médio de aproximadamente R$ 28 por uma caixa com cerca de 100 lancetas. Embora o valor possa parecer baixo individualmente, a compra recorrente pode representar um impacto financeiro para famílias que já possuem outras despesas relacionadas ao tratamento.
“Quando um cidadão procura a rede pública para ter acesso a um material necessário ao acompanhamento da sua saúde, precisamos garantir que ele não fique desassistido. Estamos buscando informações, fiscalizando e cobrando providências para que essa situação seja resolvida o quanto antes”, afirmou o vereador.
Na manifestação encaminhada ao Ministério Público, o parlamentar solicita esclarecimentos sobre o período exato do desabastecimento, as causas da falta, o número de pacientes afetados, a situação do contrato com a empresa fornecedora, as providências adotadas pelo Município e a previsão para normalização da distribuição.
Bruno Cabeção também solicita que sejam avaliadas possíveis medidas emergenciais enquanto o fornecimento regular não é restabelecido, com o objetivo de evitar que os pacientes tenham de adquirir por conta própria um material utilizado no acompanhamento de sua saúde.
A iniciativa integra o trabalho de fiscalização do mandato e busca acompanhar a situação do fornecimento de insumos de saúde na rede pública municipal.








