Bombeiros de Minas integram missão brasileira de ajuda à Venezuela após terremotos

Bombeiros militares de Minas Gerais integram a força-tarefa brasileira que prestará apoio humanitário à Venezuela, atuando em operações de busca, salvamento e assistência às vítimas dos terremotos que atingiram o país. Foto: Divulgação/CBMG

Em missão coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), responsável pela cooperação humanitária do Governo Federal, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) vai integrar uma força-tarefa brasileira mobilizada para apoiar a Venezuela após os terremotos que atingiram o país. Ao todo, 13 militares mineiros serão empenhados na missão humanitária, atuando juntamente com bombeiros militares dos estados do Paraná e de São Paulo.

A equipe brasileira será composta por militares especializados em operações de busca e salvamento urbano, resposta a desastres, gestão operacional, atendimento pré-hospitalar, logística e apoio humanitário. Os bombeiros mineiros integram o Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD), unidade do CBMMG especializada no atendimento a grandes ocorrências e desastres.

A mobilização ocorre diante dos danos causados pelos abalos sísmicos registrados na Venezuela, que provocaram colapso de edificações, interrupção de serviços essenciais e necessidade de reforço nas ações de busca e salvamento. As áreas de La Guaira e Caracas estão entre os pontos de maior atenção para atuação de equipes internacionais.

Os militares do CBMMG seguirão preparados para operar com autonomia, levando equipamentos e materiais específicos para atuação em estruturas colapsadas. Entre as capacidades previstas estão busca técnica, localização de vítimas, escoramento emergencial, rompimento e corte de estruturas, elevação de carga, extração de vítimas, atendimento médico inicial, apoio logístico e integração com os mecanismos de coordenação internacional.

A missão reforça a capacidade do Brasil de prestar apoio humanitário em situações de desastre e evidencia a experiência do CBMMG em ocorrências de alta complexidade. A corporação já possui histórico de atuação em grandes emergências nacionais e internacionais, como em Moçambique, Haiti e Turquia, além de respostas a desastres em Minas Gerais e em outros estados brasileiros.

Atuação integrada

Os 13 militares de Minas Gerais atuarão de forma conjunta com integrantes dos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná e de São Paulo, compondo a equipe brasileira BRA-01, em formação para atuação internacional em operações USAR, sigla em inglês para busca e salvamento urbano.

A equipe deverá se integrar às estruturas de coordenação estabelecidas pelas autoridades venezuelanas e pelos organismos internacionais, respeitando as prioridades definidas pelo país afetado. A atuação será voltada, principalmente, para locais com edificações colapsadas e possibilidade de vítimas presas em escombros.

O emprego dos bombeiros será realizado de forma coordenada com os órgãos federais brasileiros responsáveis pela cooperação internacional e pela resposta humanitária, conforme os trâmites diplomáticos e operacionais necessários para o envio da equipe.

Equipamentos

Devido às características do desastre, os militares seguirão com equipamentos voltados para operações em estruturas colapsadas, incluindo ferramentas de corte e rompimento, equipamentos de iluminação, materiais para escoramento, sistemas de elevação de carga, equipamentos de busca técnica, comunicação, atendimento emergencial e suporte logístico.

A equipe será preparada para atuar em ambiente de risco, com possibilidade de réplicas, instabilidade estrutural, dificuldade de acesso, interrupção de serviços essenciais e necessidade de operação prolongada. Por isso, o planejamento prevê autonomia operacional e logística durante o período de empenho.

Apoio humanitário

Além das ações de busca e salvamento, os bombeiros poderão contribuir com atividades de avaliação de danos, planejamento operacional, georreferenciamento, apoio à coordenação de equipes, organização de áreas de trabalho, suporte à população afetada e integração com equipes locais e internacionais.

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