Projeto “Herotori” da Escola Cicinha Moura é selecionado pelo MEC como Experiência Inspiradora de Educação Integral

Projeto é eleito como um dos mais inspiradores do Brasil, conectando estudantes à comunidade indígena e transformando a vivência prática em motor de aprendizado

O projeto “Herotori – Somos Acolhidos Pelos Elementos da Natureza”, desenvolvido pela Escola Municipal Professora Cicinha Moura Simon, em João Monlevade, alcançou destaque nacional. A iniciativa foi selecionada pelo Ministério da Educação (MEC) como uma das 140 experiências pedagógicas mais inspiradoras do país no Edital nº 2/2025 do programa Escola em Tempo Integral. O reconhecimento levou a gestão da escola ao Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no início de junho, para participar do Encontro Nacional de Experiências Inspiradoras de Gestão e Projetos Pedagógicos de Educação Integral em Tempo Integral.

O edital, realizado em parceria com o grupo Teia da UFMG e vinculado ao Programa Escola em Tempo Integral, recebeu 893 inscrições de redes públicas de todo o Brasil, das quais 140 foram selecionadas para o encontro. Com a seleção, João Monlevade passa a integrar o mapa de experiências inspiradoras do MEC, que pode ser acessado a partir do link https://experienciaseduintegral.com.br/mapa/.

A iniciativa foi escolhida no eixo “Territórios, culturas e saberes”, que reconhece projetos focados na integração entre a escola e sua comunidade. O objetivo desse eixo é valorizar a identidade, a cultura e o conhecimento local, conectando os tempos e espaços escolares à realidade do território para fortalecer o aprendizado e construir escolas sustentáveis, pacíficas e inclusivas.

Em resumo, o Projeto Herotori é a evolução de uma trajetória de protagonismo. Em 2023, a escola já havia se destacado com o “EvidenciAção”, iniciativa que resgatou a autoestima dos estudantes por meio do empreendedorismo focado na produção de um Brigadeiro de Banana Gourmet.

Em 2024, durante as atividades da semana dos povos originários, os alunos demonstraram o desejo de ir além dos livros e conhecer as comunidades indígenas de uma maneira diferente. A partir do contato com a cantiga de roda indígena “Herotori” (que significa “eu sou feliz”), a escola estabeleceu uma conexão com a Aldeia Kanã Mihay, do povo Pataxó, localizada na zona rural do município de Carmésia (MG).

Assim, o Projeto Herotori foi integrado às competências do currículo comum e às atividades complementares do Tempo Integral. Utilizando a abordagem Steam (que integra Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), transformou-se em um motor de alfabetização.

Para a comunidade escolar da Cicinha Moura, a seleção pelo MEC representa a consagração de um propósito maior. “Levar o nome da Cicinha Moura além dos muros da escola sempre foi o nosso objetivo. Dar protagonismo aos alunos e proporcionar novas experiências que com certeza serão marcantes e inesquecíveis dá sentido ao nosso propósito. Essas novas vivências trouxeram um sentimento profundo de pertencimento, respeito às raízes e a possibilidade de ir mais além. Estar em um Encontro Nacional promovido pelo MEC é a consagração de que todo esforço vale muito a pena quando transformamos realidades e vidas”, declara a diretora Rosemeire Guerra.

Vale mencionar que o Projeto Herotori também foi destaque na Expo Favela 2026,  uma feira realizada em maio, que tem como objetivo dar visibilidade a essas iniciativas, promovendo encontros com investidores para acelerar negócios e movimentar a economia local.

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