Polícia Civil interdita escola infantil irregular e insalubre em João Monlevade

A Polícia Civil de Minas Gerais interditou, na tarde desta quinta-feira (14), uma escola infantil irregular, que funcionava como um “hotelzinho”, em João Monlevade, após receber denúncia de suposta violência sexual.

De acordo com a delegada Camila Batista Alves, responsável pela operação, ao chegar ao local, os policiais encontraram grave risco à saúde e à segurança das crianças, com condições precárias de higiene, alimentos vencidos e estrutura física inadequada, sem manutenção. Mais de 20 crianças, com idades entre cinco meses e 11 anos, estavam no espaço.

Ainda segundo a delegada, os cuidados eram realizados por duas mulheres adultas e uma adolescente de 15 anos, nenhuma com formação técnica ou autorização para exercer a função. Durante as diligências, foi constatado que algumas crianças pernoitavam no local, em ambiente sem condições mínimas de estadia. A instituição também não possuía autorização da Secretaria Municipal de Educação para funcionar.

Fotos:Divulgação/PCMG

Diante da gravidade, a Vigilância Sanitária interditou o estabelecimento, enquanto o Conselho Tutelar acompanhou a ação e garantiu a entrega das crianças às famílias, preservando sua integridade física e emocional.

As investigações continuam para apurar possíveis crimes, como exercício irregular de atividade, maus-tratos e outros ilícitos. A Polícia Civil destacou que atua de forma integrada com órgãos de proteção e fiscalização para assegurar o cumprimento da lei e a proteção integral de crianças e adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Além da delegada Camila Batista Alves, participaram da operação a investigadora Ana Carolina Gomes Alves Nogueira, o investigador André Aparecido Garcia de Oliveira e o perito Geordani Ferreira Barbosa Júnior.

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